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27/Jul/2017
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Sionismo

Aliá - Imigração Judaica para Israel

A Comunidade Judaica distingue-se, entre todas as comunidades atuais e históricas, por uma quantidade de características vigentes oa longo de cerca de 4.000 anos de história. Uma delas, é que não há qualquer outra comunidade com a prevalência de emigração e imigração em relação ao seu território base - a Terra de Israel - e em relação às outras nações e mesmo continentes, quase sempre sob coação explícita ou implícita, até mesmo depois da Independência do Estado.

Embora sobre as migrações mais antigas, para o Egito (cerca de 1790 AC) e do Egito para Israel (com Moisés, cerca de 1300 AC), os fatos sejam difusos, envolvidos de mitologia e lenda, e por vezes interpretados como 'contos folclóricos', a partir da expulsão dos judeus, após a ocupação Babilônica da Palestina e a Destruição do Primeiro Templo, em 586 AC, há abundantes registros escritos e documentados de todo o percurso das migrações, bem como de todos os outros acontecimentos.

As migrações também estão relacionadas, ao longo do tempo, com quem dominava o território da Palestina, facilitando a permanência, impedindo a entrada ou expulsando os judeus: os canaanitas até 1000 AC; o primeiro Reino de Israel, iniciado pelo Rei David, até 586 AC; babilônios até 522 AC, persas até 331 AC, romanos e bizantinos (que inclui o período da dinastia hasmoneana, fundada pelos Macabeus entre 141 e 76 AC) até 642 DC; árabes até 1092 DC; cruzados até 1187 DC; mamelucos até 1517; otomanos até 1918 e britânicos até 1918.

Por outro lado, fora da Palestina, nos países nos quais os judeus estavam espalhados (com maior ou menor freqüência, por motivações religiosas ou outras), além da auto-segregação em que a maioria se organizava, sempre houve segregação e muitas vezes perseguições aos judeus, inclusive no período que se seguiu à Revolução Francesa, que lhes deu igualdade política-social. Posteriormente, no continente americano houve um período de menor instabilidade, e o continente recebeu maciça imigração judaica da Europa no século XIX.

Em termos estritos, as dificuldades correspondentes a essa instabilidade foram de tal ordem que o total de membros da comunidade judaica entre 1000 AC e 1770 DC manteve-se em cerca de 2.000.000 - praticamente não houve o crescimento normal esperado numa população.

Com estes antecedentes, em 1880, havia na Palestina cerca de apenas 25.000 judeus, e, entre os judeus residentes na Europa, começou a surgir o que foi chamado de Movimento Sionista, estruturado deste 1897, e que originou o Estado de Israel, em 1948. Um dos pilares do Sionismo era, e ainda é, a imigração dos judeus espalhados na Diáspora para Israel.

Com isto, começaram a ser organizadas ondas de imigração organizadas pelo Movimento, que, a partir de 1929 passou a contar com o apoio da Agência Judaica, criada pelo Movimento Sionista com este fim. Cada uma destas ondas recebeu o nome de Aliá.

Primeira Aliá - 1882 a 1903 - no total, cerca de 25.000 imigrantes, sendo que a maioria foi trabalhar na agricultura.

Segunda Aliá - 1904 a 1914 - cerca de 40.000 pessoas - até 1917 foram fundados 44 kibutzim e moshavim.

Terceira Aliá - 1919 a 1923 - cerca de 15.000, até o fim desta aliá foram fundados mais 148 kibutzim e 94 moshavim.

Quarta Aliá - 1924 a 1932 - cerca de 55.000 pessoas.

Quinta Aliá - de 1933 a 1939 (última com esta designação) - cerca de 240.000.
Foi nesta época que houve maiores problemas: por um lado, o Mandato Britânico na Palestina criara restrições sucessivas à imigração judaica - contra isso os judeus criaram o Mossad Aliá Beit, uma organização que cuidava da imigração clandestina de judeus vindos dos países europeus que entravam na Segunda Guerra Mundial; por outro lado, havia çada vez mais judeus querendo fugir da ameaça nazista na Europa.

O Mossad Aliá Beit, de 1940 a 1948, foi a principal responsável pelos movimentos imigratórios. De 1945 a 1948 foram transportados cerca de 70.000 pessoas por barcos, e 13.000 por outras vias. O Governo Britânico opunha-se tenazmente, patrulhando o Mediterrâneo e capturando todos os barcos que podia. Os imigrantes capturados eram desembarcados de volta na Europa, ou em campos de refugiados no Chipre ou na própria Palestina.

No Chipre, havia cerca de 50.000 imigrantes que so conseguiram chegar a Israel após a Independência. Diversas vezes houve fugas e invasões aos campos de refugiados na Palestina para salvar os imigrantes presos.

É neste contexto que aconteceu o celebre caso do navio "Exodus 1947", amplamente divulgado pela imprensa, literatura e cinema, que transportou 4.500 sobreviventes dos campos de concentração e extermínio alemães. O escândalo internacional desse caso, a partir de Julho de 1947, deu força à decisão da ONU para elaborar a proposta da Partilha da Palestina, dividindo a região entre judeus e árabes, dando assim um passo para criação de um Estado Judaico, declarado independente em Maio de 1948.

Desta forma, imigraram para Israel, até Maio de 1948, cerca de 625.000 judeus.

1948 - 2000

Ao constituir-se, em 1949, o primeiro Governo de Israel, o Ministério da Imigração (que atualmente é chamado de Ministério da Absorção de Imigrantes), passou a ter a função de atender à imigração, considerada uma das funções do Estado, conforme sua Declaração de Independência.

Dos 286 kibutzim existentes até 1948, criaram-se, até 1953, mais 354, que sempre constituíram importantes pilares da absorção de imigrantes e estruturação da sociedade israelense.

De 15 de Maio de 1948 a 1998, chegaram a Israel um total de 2.713.548 imigrantes, de diversas origens, como Ásia (principalmente ex-URSS), Yemen e Irã, África, principalemente da Etiópia, Europa, América e Oceania.

Em 1998, as estatísticas diziam que 24,5% dos alunos com mais de 15 anos eram nascidos no exterior, e 12,7% pertenciam à 2a geração em Israel.