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28/Jul/2017
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Sionismo

Kibutzim

Kibutz é uma palavra em hebraico que significa estabelecimento coletivo. É uma comunidade rural singular; uma sociedade baseada em auxílio mútuo e justiça social; um sistema sócio-econômico no qual os indivíduos repartem o trabalho e a propriedade; a realização do príncipio "cada um de acordo com sua capacidade e a cada um de acordo com sua necessidade"; um lar para aqueles que o escolheram.

Os primeiros kibutzim foram fundados por jovens sionistas, em sua maioria oriundos da Europa Oriental, cerca de 40 anos antes do estabelecimento do Estado de Israel.

Eles vieram não só reinvindicar o solo de seu antigo lar nacional, como também construir uma nova forma de vida. Sua senda não era fácil: o ambiente hostil; a inexperiência em trabalho físico; a falta de conhecimento no campo da agricultura; a terra desolada, abandonada há séculos; fundos escassos - essas eram algumas de suas dificuldades. Vencendo os obstáculos, eles conseguiram criar prósperas comunidades que desempenharam um papel dominante no estabelecimento e desenvolvimento do Estado de Israel.

Atualmente, cerca de 270 kibutzim espalham-se por todo o país, variando o número de seus habitantes entre 200 e 2000. Com cerca de 127.000 habitantes, representam 3% da população de Israel.

No kibutz o trabalho possui um valor intrínseco. A noção de dignidade do trabalho eleva a mais mesquinha das tarefas; e nenhum status, material ou de outra natureza, é concedido pelo desempenho de qualquer tarefa.

A maioria dos membros do kibutz trabalha em alguma das atividades econômicas do kibutz: nos campos, com a criação, nas fábricas ou em alguma unidade de prestação de serviço. O coordenador de trabalho, uma função rotativa entre os membros do kibutz, designa diariamente quem executará as diferentes funções. Embora os membros do kibutz trabalhem mais ou menos de forma permanente em suas respectivas funções, as necessidades do kibutz requerem às vezes modificações do esquema de trabalho ou o apelo a voluntários para a execução de trabalho extra. Tarefas de rotina, como trabalho na cozinha e no refeitório, são executados rotativamente.

As mulheres se encontram em todos os ramos de atividades do kibutz, mas em sua maior parte trabalham atualmente no setor de serviços, especialmente em tarefas educacionais. Os membros idosos, que têm o direito de trabalhar em horário parcial, recebem funções apropriadas.

Alguns membros têm empregos fora da comunidade, em empresas regionais, no movimento kibutziano ou no desempenho de sua profissão ou especialidade. Estes membros continuam a viver no kibutz, participando da vida comunitária, ocupando suas funções de vigilância e executando serviços de cozinha quando lhes toca o turno, com o mesmo nível de vida que os demais companheiros; seus salários são pagos ao kibutz e revertidos a toda a comunidade.

A falta ocasional de mão de obra nas fábricas ou em determinadas épocas para o trabalho agrícola, obriga o kibutz a recorrer à ajuda externa. Há uma controvérsia a respeito do recrutamento de trabalhadores pagos, pois o princípio de auto-suficiência no trabalho é um ponto importante da ideologia kibutziana. Este é um assunto sobre o qual o kibutz de hoje precisa chegar a uma decisão.