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25/Jun/2017
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Festas Judaicas (Chaguim)

Iom Kipur

Qual a Essência de Yom Kipur e Como o Observamos?

A Torá declara: "Este será um decreto eterno para vocês: No décimo dia do sétimo mês (contando a partir do mês hebreu de Nissan) vocês devem se afligir e não devem fazer nenhum trabalho, nem vocês nem os convertidos que estão com vocês. Neste dia, ele (o Cohen Gadol, o Sumo Sacerdote) deve expiar suas transgressões para purificá-los. Perante D'us vocês devem ser purificados (Vaikrá 16:29-30)".

Iom Kipur, o Dia do Perdão, é o aniversário do dia em que Moshe trouxe as segundas Tábuas da Lei do Monte Sinai (as primeiras foram quebradas quando Moshe viu o povo idolatrando um bezerro de ouro). Isto significou que o Todo-Poderoso havia perdoado o Povo de Israel por terem feito idolatria. Dali para frente, este dia foi decretado como o dia para o perdão de nossos erros. Entretanto, isto se refere às transgressões entre o homem e D'us. Transgressões entre o homem e seu semelhante requerem que se corrija o erro e se peça perdão pelo prejuízo acarretado. Somente então é que pedimos desculpa a D'us por ter ofendido nosso semelhante.

Durante as orações falamos o Vidui, uma confissão, e Al Chet, uma lista de transgressões entre o homem e D'us e o homem e seu semelhante. É interessante notar duas coisas: primeiro, as transgressões estão em ordem alfabética (em Hebraico). Isto torna a lista bastante abrangente, além de permitir a inclusão de qualquer transgressão que se queira na letra apropriada.

Em segundo, o Vidui e Al Chet estão no plural. Isto nos ensina que somos um povo "entrelaçado", responsáveis uns pelos outros. Mesmo se não cometemos uma determinada ofensa, carregamos certa responsabilidade por aqueles que a fazem -- especialmente se poderíamos ter evitado tal transgressão.

Em Iom Kipur lemos o Livro de Jonas (Yoná). A essência da história é que D'us aceita prontamente o arrependimento de qualquer um que deseje, sinceramente, fazer Teshuvá, voltar ao Criador e aos Caminhos da Torá.

Há cinco proibições em Iom Kipur: comer (desde o fim da tarde da véspera até o anoitecer do dia), usar calçados de couro, relacionamento conjugal, passar cremes, desodorante, etc. no corpo e banhar-se por prazer.

A essência destas proibições é causar aflição ao corpo, dando, então, prioridade à alma. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo Yetser HaTóv (o desejo de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o Yetser HaRá (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). Nosso desafio na vida é 'sincronizar' nosso corpo com o Yetser HaTov. Uma analogia é feita no Talmud entre um cavalo (o corpo) e um cavaleiro (a alma). É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo!

A tradição judaica ensina que em Iom Kipur, o Yetser HaRá, o desejo de seguir os próprios instintos, está morto. Se, então, seguirmos nossos instintos ou desejos, será só pelo hábito, pela rotina. Em Iom Kipur nós podemos mudar nossos hábitos! Eis 3 perguntas para se pensar em Iom Kipur:

1) Como para Viver ou Vivo para Comer?
2) Se estou comendo para Viver, pelo que vivo?
3) O que gostaria que escrevessem em meu obituário ou em meu túmulo?

Autor: Gerson Farberas
Fonte: Meor HaShabat Fax
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